Reinventando velhos textos


É muito comum termos novos conceitos adicionados a antigas idéias, aperfeiçoando-as, gerando “novas versões” melhores e mais maduras. Nossas experiências nos agregam material não somente para novas criações, mas também para reinventar antigos feitos.

Esse é o caso também do escritor. Muitas vezes um conto ou uma redação podem se transformar em grandes livros, ou até mesmo séries inteiras de histórias. Mais um motivo para escrevermos sempre que possível, quer gostemos do texto na hora, quer não.

Como exemplos de tais casos com escritores de renomada fama, podemos citar “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Arthur C. Clarke, e “O Jogo do Exterminador”, de Orson Scott Card. São obras bastante famosas. Mesmo que você não seja fã de ficção científica e não conheça muito bem esses nomes, tenho certeza de que deve conhecer o filme homônimo, adaptado a partir de “2001”, de Stanley Kubrick e acredito que será um dos milhares de espectadores que irão assistir a adaptação de “O Jogo do Exterminador”, que estreará em breve.

Mas não é a reinvenção para blockbusters do cinema a que me refiro nestes exemplos. Em ambos os casos, os autores publicaram pequenos contos em revistas de ficção científica. O sucesso dos contos e os personagens e histórias que cativaram os próprios autores garantiram a sua  passagem para bestsellers mundiais.

Comigo aconteceu algo similar, mesmo que em escala muitíssimo menor. De uma antiga redação de duas páginas, que fiz a mais de 17 anos para uma aula de inglês, surgiu a ideia para um conto, maior e mais complexo. Refiro-me a minha obra de estreia, minha primeira publicação, na antologia “Amores Impossíveis”. Por curiosidade e também como forma de perder o registro, transcrevi de umas antigas, rasgadas e amareladas folhas aquela redação para o meu Tumblr – confira aqui. Na época em que escrevi eu gostei muito do texto e realmente achava que tinha escrito muito bem. Hoje, revendo aquelas mal traçadas, percebo que não era lá grandes coisas. Mas foi a semente de um conto que, bem escrito ou apenas regular, foi meu ingresso no mundo dos autores.

Assim, fica a dica. Escreva sempre, registre suas histórias e criações. Nunca se sabe o quanto pode se colher das antigas sementes deixadas no caminho.

Abraço!

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